Pós-doutorandos:

 

  • Assunção, Paulo de

Projeto: Mathias Aires e discussão teórica sobre as diferenças entre os edifícios antigos e modernos

         Este projeto, centrado na investigação sobre a construção do saber na área da arquitetura e do urbanismo durante o Iluminismo em Portugal e no Brasil, tem como intenção analisar a obra de Mathias Ayres, Problema de Architetura Civil, publicada em 1770, de forma a identificar os questionamentos que a arquitetura e o urbanismo enfrentavam no que diz respeito ao planeamento da cidade.

Paulo de Assunção é doutor em História Ibérica pela École des Hautes Etudes en Sciences Sociales – EHESS-Paris (França-2011), em História Económica e Social pela Universidade Nova de Lisboa (Portugal-2004) e em História Social pela Universidade de São Paulo (2001). Dedicou boa parte da sua investigação a questões de história cultural e económica, turismo, arquitetura e urbanismo. Foi agraciado com o Prémio Jabuti (2012), sendo também premiado pela Academia da Marinha de Portugal em 2013. É autor de diversos artigos publicados em revistas académicas nacionais e internacionais. Atualmente é professor do ensino superior, pesquisador do CNPQ e da FAPESP.

De entre várias obras, destacam-se 1932 – um relato inédito (ACSP – 2014); A trama e o drama – o pensamento económico do Padre António Vieira (Esfera do Caos – 2013); Cartas de Lisboa / Cartas da Baia – Obra completa do Pe. António Vieira – (Círculo de Leitores – 2013 – com outros autores); História do Turismo no Brasil (Manole – 2012 – prémio Jabuti); Ritmos da vida – momentos efusivos da família real portuguesa no Brasil (Arquivo Nacional, 2008 – premiado); Inquisição Portuguesa – tempo, razão e circunstância (org. e autor  do Prefácio – Lisboa – 2007); São Paulo Imperial: a cidade em transformação (Arké – 2004); A metamorfose de um polvo: religião e política nos regimentos da inquisição portuguesa séculos XVI – XIX. (Prefácio – Lisboa – Portugal – 2004); Negócios jesuíticos: o cotidiano da administração dos bens divinos (Edusp – 2004); A terra dos brasis: a natureza da América Portuguesa vista pelos primeiros jesuítas 1549-1596 (Annablume – 2001).

 

 

  • Guimarães, Alexandre Huady Torres

Projeto: O mito de Hades em Gil Vicente e J. K. Rowling

O objetivo deste projeto consiste em analisar comparativamente o texto Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente, Harry Potter e as relíquias da morte, de J. K. Rowling, e o texto audiovisual dirigido por David Yates, Harry Potter e as relíquias da morte – parte 2 (baseado na obra homónima de J. K. Rowling), tendo como elementos comparativos o exemplum, o homo viator, o stabilitas in peregrinatione, o requiescat in pace, o confronto entre o bem e o mal e, fundamentalmente, a relação com o mito de Hades.

Alexandre Huady Torres Guimarães é pós-doutorando em Letras pela USP (Videoclipe como metodologia de ensino de Literatura Portuguesa – 2015/2016), doutor em Letras pela USP, mestre em Comunicação e Letras pela UPM, licenciado em Letras pela USP e Fotógrafo pelo SENAC. Atualmente, é diretor e professor adjunto do Centro de Comunicação e Letras e professor adjunto do programa de pós-graduação em Letras da Universidade Presbiteriana Mackenzie; coordenador do Programa de Iniciação à Docência da Capes; membro da banca de formulação de questões e correção das Redações do Processo Seletivo Mackenzie.

Participa constantemente em congressos nacionais e internacionais, nos quais tem coordenado mesas temáticas e organizado anais; tem experiência nas áreas de Letras e Comunicação e desenvolve trabalhos sobre a linguagem verbal, a linguagem visual, o diálogo entre linguagens, a educação, a interdisciplinaridade e as TIC. É autor de vários capítulos, artigos em revistas e periódicos nacionais e internacionais e dos livros O auto religioso vicentino em diálogo com a pintura, Língua e literatura: Machado de Assis na sala de aula, Linguagem, comunicação, ação: introdução à língua portuguesa, Retratos da Nossa História, O Corpo InForma e Uma foto vale mais que 1000 palavras.

AlexandreHuadyTorresGuimaraes

 

  • Junior, Jair de Almeida

Projeto: Terra Sa(n)grada: O Papel da Religião na Conquista e Legitimação Colonial no Brasil Quinhentista

Este projeto tem como objetivo demonstrar a importância do catolicismo como fator legitimador da colonização, na era dos descobrimentos, não só ao oficializar o direito português de apoderamento da nova terra, como também em termos práticos, isto é, na vivência dos navegadores e dos exploradores, concedendo-lhes a necessária “estrutura de plausibilidade” para enfrentarem o desconhecido.

Além disso, pretende-se mostrar como a religião está envolvida em sangue desde a cruz, ocasionando mortes quando não havia tolerância. Para isso, serão tratados três factos: a morte dos calvinistas por Villegagnon, a morte de Boullet por Anchieta e a imposição do catolicismo aos ameríndios.

Jair de Almeida Junior é licenciado em Teologia, pelo Seminário Teológico Presbiteriano Rev. José Manoel da Conceição e pela Universidade Presbiteriana Mackenzie; mestre em Novo Testamento, pelo Centro de Pós-Graduação Andrew Jumper – Universidade Presbiteriana Mackenzie, e em Ciências da Religião, pela Universidade Presbiteriana Mackenzie; doutor em Letras, pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, e em Humanidades, Direitos e Outras Legitimidades, pela Universidade de São Paulo.

Atualmente, além do pastorado, dedica-se à educação teológica no Brasil, na Guiné-Bissau e em Angola, sendo autor de quatro livros e de diversos artigos.

  • Lima, Madalena da Costa

Projeto: A História da Companhia das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo em Portugal

Este projeto tem como propósito identificar  e analisar, de maneira crítica, devidamente distanciada, as fontes documentais dispersas concernentes à história da Companhia das Filhas da Caridade em Portugal, para, assim, compreender e explanar, de modo integrado, a dinâmica, receção e o contributo, tanto religioso como secular, da Companhia das Filhas da Caridade entre nós.

Maria Madalena da Costa Lima é doutorada em História – especialidade em Arte, Património e Restauro – pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, com a tese intitulada Conceitos e Atitudes de Intervenção Arquitetónica em Portugal (1755-1834). É investigadora integrada do Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (CLEPUL) e investigadora colaboradora do ARTIS-IHA/FLUL.

Foi bolseira de doutoramento da FCT e anteriormente bolseira de investigação da mesma fundação no âmbito do projeto Solis – Igreja de Santa Engrácia-Panteão Nacional: campanhas de obras, exploração de pedreiras e trabalhos de restauro, integrando também a equipa de investigadores do projeto Eneias – A coleção de pintura da Biblioteca Nacional de Portugal: do resgate do património artístico conventual na implantação do Liberalismo ao estudo integrado de conservação e divulgação, igualmente financiado pela FCT.

Atualmente, é bolseira de investigação do projeto Aprender Madeira – Dicionário Enciclopédico da Madeira, apoiado pelo QREN, pela Região Autónoma da Madeira e pela União Europeia.

Lecionou temas de arquitetura na disciplina de História da Arte Moderna em Portugal aos alunos de 1.º ciclo de História da Arte da FLUL e ainda sessões de Teoria do Restauro aos alunos de Ciências da Arte e do Património da FBAUL. Foi também professora de Gestão Integrada do Património no curso de 1.º ciclo de História da Arte da FLUL.

Os seus interesses de investigação situam-se no campo da história e da cultura de Portugal durante a época Moderna, em especial, entre o final do séc. XVII e as primeiras décadas do século XIX.

 

 

  • Marques, Fernando

Projeto: Damião de Góis ou o humanismo derrotado: As ideias humanistas e iluministas em Portugal e no Brasil, séculos XVI-XVIII – na dramaturgia, crónica, oratória e poesia

Fernando Marques (José Fernando Marques de Freitas Filho) nasceu no Rio de Janeiro, em 1958, e vive em Brasília desde 1974. É professor adjunto do Departamento de Artes Cénicas da Universidade de Brasília, jornalista, escritor e compositor. Foi repórter de cultura do jornal Correio Braziliense, entre 1991 e 1994, tendo colaborado regularmente nesse jornal de 1997 a 2011. Foi professor dos cursos de Letras e de Comunicação do Centro Universitário de Brasília- UniCEUB e da Faculdade de Artes Dulcina de Moraes (Brasília). Publicou Retratos de mulher (poemas, 2001); Zé – peça em um ato (adaptação em verso do Woyzeck de Büchner, 2003); Últimos – comédia musical (livro-CD, 2008); Contos canhotos (2010); A comicidade da desilusão: o humor nas tragédias cariocas de Nelson Rodrigues (ensaio, 2012); Com os séculos nos olhos: teatro musical e político no Brasil dos anos 1960 e 1970 (ensaio, 2014) e A província dos diamantes: ensaios sobre teatro (2016). É ainda autor da comédia A quatro, encenada em Brasília (2008), e das canções do CD De cor, da cantora Wilzy Carioca (2014). Tem trabalhos publicados nos jornais O Globo, Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Rascunho; em revistas, tais como Folhetim e Cult; e colaborações na internet, em Teatrojornal, Moringa – Artes do Espetáculo e Diversos Afins.

 

  • Meneses, Jonatas Silva

ProjetoIgreja Universal do Reino de Deus: Brasil e Portugal

O objetivo deste projeto consiste em estudar a Igreja Universal do Reino de Deus no Brasil e em Portugal. Para isso, identificar-se-ão primeiramente as principais características do discurso religioso nas igrejas localizadas no Brasil, bem como as mudanças fundamentais ocorridas nos últimos anos. Posteriormente, será comparada essa prática com a das igrejas da IURD em Portugal.

Pretende-se, pois, compreender o discurso religioso da IURD e os seus significados nos dois países em análise.

Jonatas Silva Meneses é licenciado em História pela Universidade Federal de Sergipe (1982), mestrado em Sociologia pela Universidade Federal da Bahia (1995) e doutorado em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2002).

Atualmente, é professor titular da Universidade Federal de Sergipe. Tem experiência na área da Antropologia, com ênfase em Antropologia da Religião, investigando, principalmente, sobre os seguintes temas: religião, pentecostalismos, cura divina, rituais e cura.

Durante o seu percurso académico, exerceu diversas funções administrativas: presidente do Colegiado do Curso de Ciências Sociais (1986-1988); chefe do Departamento de Ciências Sociais (2003-2005); diretor do Centro de Educação e Ciências Humanas (2005-201); pró-reitor de Graduação da Universidade Federal de Sergipe (2012-2016).

Orientou diversos trabalhos de graduação, especialização e de mestrado, nas áreas da Sociologia, Antropologia e Ciências da Religião.

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  • Muraro, Marlon Luiz Clasen

 

Projeto: A Força e o Mito do Garoto-Propaganda no Discurso Publicitário: um estudo comparativo entre o Brasil e Portugal

Através deste projeto, pretende-se refletir sobre a construção publicitária na perspetiva da produção discursiva e dos seus efeitos de sentido, escolhendo uma estratégia bastante utilizada por anunciantes, o garoto-propaganda, procurando analisar padrões criativos consagrados, valores construídos a partir da cultura social e possíveis traços comuns entre os que tiveram muito sucesso e os que tiveram uma exposição mais curta. O objetivo, portanto, é selecionar exemplos da publicidade brasileira e da publicidade portuguesa para efeitos comparativos, analisando também a mitificação destas personagens que nascem para vender produtos, serviços ou ideias, podendo tornar-se parte integrante da cultura local e, por vezes, global.

Marlon Luiz Clasen Muraro é pós-doutorado em Linguística pela Universidade Cruzeiro do Sul (A verbo-visualidade no discurso publicitário e cinematográfico em uma perspectiva dialógica, 2016), doutor em Letras (2009) e mestre em Comunicação e Letras (2003), ambos pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Pós-graduado em Marketing pela Universidade Paulista e bacharel em Administração de Empresas e Economia, ambos pela Universidade Mackenzie. Desde 2009, é professor da Universidade Mackenzie, onde leciona Princípios de Linguagem, Estratégias de Marketing, Redação Publicitária e Fundamentos do Texto, Branding, Criação Publicitária, entre outras disciplinas. Na pós-graduação, é professor do Curso de Marketing e Comunicação Integrada, lecionando disciplinas como Planeamento de Comunicação, Criação Publicitária, Marketing de Eventos e Comportamento do Consumidor. É coordenador do Curso de Pós-Graduação em Marketing e Comunicação Integrada da Universidade Mackenzie. É orientador de trabalhos de conclusão de curso de Publicidade e Propaganda. Participa frequentemente em congressos nacionais e internacionais, nos quais tem coordenado mesas temáticas; tem experiência nas áreas de Letras e Comunicação e desenvolve trabalhos sobre a linguagem verbal, a linguagem visual, o diálogo entre linguagens, a interdisciplinaridade e adidática em sala de aula. É autor de vários capítulos, artigos em revistas e periódicos nacionais e internacionais. Integra o Grupo de Estudos Hibridismos na Universidade Cruzeiro do Sul.

Tem experiência profissional na área da Comunicação, com ênfase em Propaganda, atuando profissionalmente em agências de propaganda como redator e diretor de criação, tendo prestado serviços a clientes como a General Motors, Siemens, Editora Abril, Nestlé, Shopping D&D, Scopel Loteamentos, Yuny Incorporadora, Fórmula Academia, Lotto, Drogaria Onofre, Track&Field, Editora Leya, Laselva, Novartis, Lopes Consultoria de Imóveis, Pirelli e Bayer, entre outros. É consultor de Brand da Yuny Incorporadora, em São Paulo. Atualmente, é sócio-diretor de Criação na Lemon Comunicação, debruçando-se, principalmente, sobre os seguintes temas: verbo-visualidade, linguagens, discurso publicitário, redação criativa, planeamento de propaganda, média, propaganda, briefing e linguagem publicitária.

 

  • Pereira, Henrique Manuel

Projeto: Padre Américo e a Madeira: Para um mapa do Património (Cultural) dos Pobres

 Passagens e passos de Padre Américo pela ilha da Madeira, com particular enfâse para a deslocação que o fundador da Obra da Rua ali realizou em janeiro de 1956, com o propósito de lançar o Património dos Pobres. O que disse, fez e suscitou durante os dez dias da sua permanência no Funchal é o objetivo essencial deste trabalho. Assim se colmatará uma lacuna de carácter biográfico, mas, sobretudo, se dará a conhecer uma peça relevante do extraordinário mosaico ou puzzle do Património dos Pobres.

Henrique Manuel Pereira é doutorado em Cultura pela Universidade de Aveiro, no âmbito do “Universo Cultural do Poeta Guerra Junqueiro”. Fez dois anos de mestrado em Teologia Sistemática e é licenciado em Teologia (pela Universidade Católica Portuguesa). Tem o curso de Produção e Realização cinematográfica (New York Film Academy).

Professor na Escola das Artes (Universidade Católica-Porto), leciona, entre outras, as disciplinas de Cultura Portuguesa e Literatura Universal. É Presidente do Conselho Pedagógico.

Investigador do Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (CLEPUL), do Centro de Investigação em Ciência e Tecnologia das Artes (CITAR), do Grupo de Estudos Literários e Culturais da Universidade de Aveiro, é membro do Conselho Científico de revistas académicas e da Cátedra Poesia e Transcendência − Sophia de Mello Breyner Andresen.

Autor de umas três dezenas de livros, jornalista, coordenador do projeto Revisitar/Descobrir Guerra Junqueiro, é argumentista, produtor e realizador de curtas e longas-metragens. Durante cerca de vinte anos realizou e apresentou programas radiofónicos (RR, RFM e Antena 2).

 

 

  • Ribeiro, Lidice

Projeto: Globalização da Magia – Contribuições da Magia Lusitana no Protestantismo Brasileiro

Este projeto tem como objetivo compreender a influência da religiosidade mágica da região da Lusitânia no desenvolvimento do protestantismo brasileiro, sobretudo no protestantismo rural e neopentecostalismo. Pretende-se demonstrar que, apesar de o neopentecostalismo ser um protestantismo de origem urbana, deve o seu crescimento à origem rural dos seus fiéis, que trazem consigo a herança de uma conceção de mundo do colonizador português.

Lidice Meyer Pinto Ribeiro é pós-doutorada em Antropologia e História pela Universidade de São Paulo (2014). Possui uma licenciatura em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1992), um mestrado em Ciências Biológicas (Botânica) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1996) e um doutoramento em Ciências Sociais (Antropologia Social) pela Universidade de São Paulo (2005).

Atualmente é docente no programa de pós-graduação em Ciências da Religião e na licenciatura em Teologia da Universidade Presbiteriana Mackenzie, no Centro de Educação, Filosofia e Teologia. É coordenadora dos cursos de pós-graduação lato sensu do mesmo centro, membro do Comité de Ética em Pesquisas com Seres Humanos e do Núcleo de Ética e Cidadania da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Avaliadora institucional do INEP/MEC. Tem experiência nas áreas de Botânica e Antropologia, com ênfase em Etnobotânica, Antropologia Rural e Antropologia da Religião.

Possui livros e artigos científicos publicados sobre etnobotânica, protestantismo rural, protestantismo brasileiro, islamismo e catolicismo. Desenvolveu pesquisas de campo no interior do Brasil, em Portugal, França e Itália.

 

 

  • Santos, Sofia

Projeto: Arquivos, memória e conhecimento em espaço insular de lusofonia. Estratégias para a comunicação do património arquivístico.

Qualquer arquivo que pretenda captar e fidelizar novos utilizadores deve apostar na gestão, planificação e comunicação dos bens, serviços e das informações. Conscientes desta realidade, e no contexto do que se entende por Lusofonia, apresentar-se-á uma análise do património arquivístico custodiado pelos cinco arquivos históricos insulares. Através deste estudo pretende-se identificar estratégias de difusão cultural que sirvam de apoio à investigação, facilitando o seu uso para efeitos académicos ou para satisfazer a simples curiosidade dos cidadãos. Além disso, há o propósito de propor conteúdos para a construção de uma plataforma digital que permita estabelecer uma ponte de Identidade, Memória e História entre as mais recentes gerações descendentes de emigrantes.

Sofia Margarida de Castro Barros Correia dos Santos é arquivista e foi responsável pela planificação e implementação da área de Educação e Serviços Culturais no Arquivo da Madeira, de 2002 a março de 2015. De entre as suas atividades no Arquivo, destaca-se a criação e promoção de atividades lúdico-pedagógicas, a preparação de exposições e de outros eventos culturais, a formação (principalmente de professores) e a auditora de qualidade.

É igualmente autora e tem artigos editados pela Public Library Service Guidelines (IFLA), Sociedade de Arquivistas Brasileiros e Society of American Archivist American, sendo também oradora em congressos organizados pela Universidade de Otava (Canadá) e Goldsmith (Inglaterra).

É doutorada em Bibliografía y Documentación Retrospectiva en Humanidades, pela Universidade de Alcalá (2011), e tem uma pós-graduação em Ciência da Documentação (Arquivo), pela Universidade Autónoma de Lisboa (2000/2002). Foi professora na Universidade da Madeira e membro do Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (CLEPUL).

Atualmente é técnica superior na Casa do Infante, mas continua a pertencer aos quadros do Sistema Centralizado de Gestão da Secretaria Regional Cultura, Turismo e Transportes, afeta ao Arquivo Regional da Madeira, da Direção Regional dos Assuntos Culturais.

 

 

  • Trindade, Ana Cristina

Projeto: Figuras Empreendedoras da Cultura Madeirense

 A história da Madeira, com início no século XV, contou com o contributo de inúmeros empreendedores, pois a transformação de um território despovoado em ilha produtiva e até rica, durante um certo espaço de tempo, não se operaria sem gente trabalhadora e determinada. São diversas as figuras que, tendo nascido insulares, não consentiram que a ilha as limitasse e, nas suas áreas de ação específicas, deram mostras de um espírito empreendedor que modificou o meio que as rodeava.

Nos dias de hoje, em que se valorizam cada vez mais as capacidades empreendedoras, por se crer que com elas se construirá um Portugal mais desenvolvido e acolhedor, cumpre evocar aqueles que, na Madeira, e ao longo de 600 anos, se notabilizaram.

 Ana Cristina Trindade é professora do ensino secundário com mestrado e doutoramento em História Moderna. Trabalha, preferencialmente, na área da história religiosa, temática sobre a qual produziu alguns trabalhos já publicados, de entre os quais A moral e o pecado público no arquipélago da Madeira, na segunda metade do século XVIII (ed. CEHA, Funchal, 1999) e “Plantar nova Christandade” – um desígnio jacobeu para a diocese do Funchal. D. frei Manuel Coutinho, 1725-1741 (ed. DRAC, Funchal, 2012). Tem trinta e sete anos de serviço, ao longo dos quais desempenhou funções docentes e de direção em diversas escolas, tendo lecionado, ainda, no ensino superior (ISAL e Instituto Superior de Ciências Educativas).