DIREÇÃO DA CIDH

Diretor: José Eduardo Franco

Diretor-Adjunto: João Relvão Caetano

Secretária: Aida Sampaio Lemos

Tesoureira: Joana Balsa de Pinho

Vogais: Maurício Marques, Paulo Raimundo e Carlos Carreto

 

José Eduardo Franco. Historiador. Titular da CIDH – Cátedra FCT/Infante Dom Henrique para os Estudos Insulares Atlânticos e a Globalização (Universidade Aberta/Polo do Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa). Doutorou-se pela EHESS de Paris. Conclui com sucesso a coordenação de vários projetos de investigação de grande fôlego, entre os quais os volumes do Dicionário Histórico das Ordens, a Obra Completa do Padre Manuel Antunes (em 14 volumes) e o projeto Arquivo Secreto do Vaticano (editado em 3 volumes). Da sua vasta bibliografia destacam-se os estudos aprofundados sobre Vieira, os Jesuítas e o Marquês de Pombal. Atualmente dirige, com Pedro Calafate, o grande projeto luso-brasileiro denominado “Vieira Global”, no âmbito do qual, e sob a sua direção, foi publicada a Obra Completa Padre António Vieira (em 30 volumes), estando em curso a preparação do Dicionário do Padre António Vieira, assim como a tradução e edição da obra seleta deste autor em 12 línguas de grande circulação internacional. Coordena ainda o projeto “Culturas em negativo” de que resultará a publicação de um Dicionário dos Antis e uma História da Cultura Portuguesa em Negativo. A matriz deste projeto, à semelhança de outros seus, já está a ser adaptada e desenvolvida noutros países. Da sua ampla bibliografia destacam-se os seguintes livros: O Mito de Portugal, Lisboa, FMMVAD/Roma Editora, 2000, e O Mito dos Jesuítas em Portugal e no Brasil, Séculos XVI-XX, 2 Vols., Lisboa, Gradiva, 2006-2007; Dança dos Demónios: Intolerância em Portugal, coordenação em parceria com António Marujo, Lisboa, Círculo de Leitores/Temas e Debates, 2009; Brotar Educação, Lisboa, Roma Editora, 1999; Monita Secreta (Instruções Secretas dos Jesuítas). História de um manual conspiracionista (em co-autoria com Christine Vogel) Lisboa, Roma Editora, 2002; Influência de Joaquim de Flora em Portugal e na Europa. Com edição dos escritos de Natália Correia sobre a “Utopia da Idade Feminina do Espírito Santo” (em co-autoria com José Augusto Mourão), Lisboa, Roma Editora, 2004; O Padre António Vieira e as Mulheres: Uma visão barroca do universo feminino (em co-autoria com Isabel Morán Cabanas), Porto, Campo das Letras, 2008 Holodomor. A desconhecida tragédia ucraniana (1932-1933), coordenação em parceria com Beata Elzbieta Cieszynska, Lisboa, Grácio Editor, 2013; Portugal Tolerante. Um milénio de convivência no espaço português. Textos para o diálogo intercultural, coordenação em parceira com Paulo Mendes Pinto, Lisboa, Sinais de Fogo, 2014. Tem ainda ensinado, como professor convidado e visitador em várias universidades a nível internacional, entre as quais, a Universidade de São Paulo, a Universidade de Paris Panteón-Assas, a Universidade de Chemnitz, a Universidade de Santiago de Compostela, a Universidade de Alcalá de Henares e a Universidade Federal de Sergipe.

 

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João Carlos Relvão Caetano. Licenciado em Direito (1993) e mestre em Economia Europeia (1997) pela Universidade de Coimbra. É doutor em Ciências Políticas pela Universidade Aberta (2007), com a tese intitulada “A Harmonização de Direitos no Direito Europeu”. Estudou Direito Constitucional Comparado, na Universidade de Tilburg (1996). É professor e pró-reitor para os Assuntos Jurídicos da Universidade Aberta. Foi membro do Conselho de Administração da Agência Europeia para os Direitos Fundamentais (FRA), com sede em Viena, nomeado pelo Estado português. É presidente da Direção da Associação Portuguesa de Editoras de Ensino Superior (APEES). Com mais de uma centena de obras e artigos publicados em vários países e línguas, nas áreas das Ciências Sociais e Políticas e do Direito, João Relvão Caetano trabalha, há longos anos, em projetos de natureza interdisciplinar. De resto, tem vários escritos sobre o sentido e importância da colaboração interdisciplinar, no séc. XXI, no vasto domínio das Ciências Humanas e Sociais e em relação a outros domínios. Além da sua vida académica, tem uma intensa participação cívica. Publica regularmente em jornais de referência, em Portugal e no estrangeiro.

 

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Aida Sampaio Lemos. Professora e Investigadora, Supervisora linguística da Obra Completa Padre António Vieira (2013-2014). Investigadora integrada, desde 2011, do Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (CLEPUL), no âmbito do qual é Supervisora Linguística de vários projetos de investigação, designadamente dos projetos “Vieira Global”, “Dicionário Padre António Vieira”, “Obras Pioneiras da Cultura Portuguesa” e “Obra Completa de Fernão de Oliveira”. Concluiu o Mestrado em “Ensino da Língua e da Literatura Portuguesas” em 1997, com a dissertação A Primeira Partida de Afonso X. Glossário e contributos para o estudo linguístico, e o Doutoramento em “Filologia Galega e Portuguesa” em 2010, com Os Sete Tratados Cartusianos. Edição e Glossário. Contributos para o estudo linguístico. Entre outras publicações, destacam-se: Lemos, Aida, e Ramon, Micaela (coord., introd. e notas); Lemos, Aida (Critérios de Transcrição Textual; supervisão linguística), Obra Completa Padre António Vieira, tomo II – Parenética, vol. II – Sermão da Sexagésima e Sermões da Quaresma, Lisboa, Círculo de Leitores (2014); Bortolanza, João (coord.), e Lemos, Aida (coord. Elucidário Vocabular, Cronologia, Tábuas e Índices; Lemos, Aida (Critérios de Transcrição Textual; supervisão linguística), Obra Completa Padre António Vieira, tomo IV – Varia, vol. IV – Poesia e Teatro, Lisboa, Círculo de Leitores (2014); “Editar Vieira hoje” (no prelo), Bamberg, 2014; “Edição de Textos, Elaboração de Glossários e Estudo linguístico: Primeira Partida de Afonso X”, in Alexandre Veiga (ed.), Gramática e léxico em sincronia e diacronia. Um contributo da Linguística portuguesa (2003); “Para a edição da prosa literária escrita em português do século XV”, in Actes du XV Congrès International de la Société Rencesvals – L’épopée mediévale (2002).

 

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Joana Balsa de Pinho. Doutora em Arte, Património e Restauro pela Universidade de Lisboa (2013), com tese sobre as Misericórdias Portugueses e a sua influência na Arquitetura quinhentista portuguesa. Licenciou-se em História, variante História da Arte (Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, 1995) e obteve o grau de mestre em Museus e Museologia (Universidade de Alcalá de Henares, 2011). Tem desenvolvido atividade profissional nas áreas de estudo e reabilitação do património histórico, dinamização cultural, projetos educativos e organização de exposições, formação na área da Museologia e também como bolseira de investigação científica em diversos projetos. Desde 2012 colabora com o Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde é investigadora integrada e responsável pela coordenação executiva de diferentes projetos de investigação, designadamente Projeto Vieira Global, Obras Pioneiras da Cultura Portuguesa e Obra Completa de Fernão de Oliveira. No mesmo centro de investigação coordena o Gabinete “Misericórdias e Instituições Similares: Assistência, Património e Cultura”. É autora de comunicações em congressos e artigos publicados no âmbito da sua atividade profissional e de investigação.

 

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Maurício Marques. Licenciado em Comunicação Social pela Universidade Nova de Lisboa e com pós-gradução em Gestão Cultural nas Cidades no INDEG / ISCTE. É o fundador de várias entidades culturais na ilha da Madeira, da cultura popular à arte digital, sendo a principal – a APCA – Agência de Promoção da cultura Atlântica – a única agência privada dedicada à gestão cultural em Portugal. Escreveu o livro “Os faunos do cinema da Madeira” sobre a história do cinema na Madeira e é consultor de entidades públicas e privadas para projetos de gestão cultural, nomeadamente dos Governos Regionais da Madeira, Açores e Canárias, bem como do Governo da República de Cabo Verde. Foi o gestor executivo de mais de 20 projetos comunitários ligados às áreas da Cultura, Ciência, Artes, Educação e Tecnologias de Informação e Comunicação interligando entidades de vários países europeus. É atualmente o Coordenador Executivo do maior projeto de sempre de investigação científica da Madeira, o Dicionário Enciclopédico de História da Madeira.

 

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Paulo Raimundo. Presidente do Instituto Açoriano de Cultura (IAC), desde 2009, instituição da qual é membro da direção desde 2001. Licenciado em Engenharia Civil, pelo IPA – Instituto Superior Autónomo de Estudos Politécnicos – Lisboa. Integra o quadro de pessoal da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, desde agosto de 1985, onde desempenhou funções de Chefe de Divisão de Serviços Urbanos, desde 1989 a 2001, e Chefe de Divisão de Obras Municipais, de 2001 a 2009. Tem desenvolvido a sua atividade nas áreas de projeto (estradas e edifícios), gestão e fiscalização de empreitadas, avaliação imobiliária e formação. De janeiro de 2009 a 27 de julho de 2013, desempenhou as funções de Diretor de Serviços dos Bens Patrimoniais e de Ação Cultural da Direção Regional da Cultura – Presidência do Governo Regional dos Açores. De 28 de julho de 2013 a 31 de janeiro de 2014, desempenhou as funções de Diretor de Serviços de Património da Direção Regional da Cultura – Secretaria Regional da Educação, Ciência e Cultura – Governo Regional dos Açores. Integrou a Comissão de Coordenação da Carta Arqueológica Subaquática dos Açores, na qualidade de coordenador, por despacho do Presidente do Governo Regional dos Açores, datado de 4 de agosto de 2009. Foi membro do Conselho Consultivo do Parque Natural da ilha do Pico, de 29 de abril de 2011 a 31 de janeiro de 2014, e representante do Governo Regional dos Açores, no Conselho Nacional da Cultura – secção do património arquitetónico e arqueológico, para o qual foi nomeado por despacho do Presidente do Governo Regional dos Açores, datado de 7 de novembro de 2013. Paralelamente à sua atividade profissional (no sector público e privado), tem atuado no âmbito associativo em diversas coletividades, entre as quais se destacam algumas de intervenção na área cultural: pertenceu à direção da Oficina D’Angra – Associação Cultural, de 1986 a 2000, tendo sido presidente da mesma no biénio de 1998 a 2000; foi membro efetivo da Assembleia Geral das Pépinières Européennes pour Jeunes Artistes (rede europeia de incentivo aos jovens criadores), de 1998 a 2000.

 

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Carlos Fonseca Clamote Carreto. Licenciado em Línguas e Literaturas Modernas (variante de estudos portugueses e franceses) na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (1990) onde também frequentou e concluiu, em 1995, o Mestrado em Literaturas Comparadas Portuguesa e Francesa (especialidade de Literatura Medieval). Obteve, em 2004, o Doutoramento em Ciências Humanas e Sociais, Especialidade de Literatura Francesa – Época Medieval – pela Universidade Aberta, sendo atualmente Professor Auxiliar de Nomeação Definitiva desta instituição onde lecionada as unidades curriculares de Literatura Francesa e Literaturas Europeias, bem como os seminários de Metodologia da Investigação Científica (Mestrado em Estudos Portugueses Multidisciplinares) e de Literatura e Imaginário (Mestrado em Estudos Comparados – Literatura e Outras Artes). Desempenha ainda, desde 2009, as funções de Diretor do Departamento de Humanidades, sendo igualmente membro do Conselho Geral da UAb. Foi Professor Convidado da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, da Faculdade de Filosofia e Letras da Universidade Autónoma do México e da Universidade Stendhal | Grenoble 3. É membro colaborador do Instituto de Estudos Medievais (FCSH | NOVA), investigador associado do Centre de Recherches sur l’Imaginaire da Universidade Stendhal | Grenoble 3 e Subcoordenador Científico bem como investigador integrado do Instituto de Estudos de Literatura e Tradição (FCSH | NOVA) no qual codirige o Grupo de Estudos Interdisciplinares sobre o Imaginário e os Cadernos do CEIL. Revista Multidisciplinar de Estudos sobre o Imaginário. Membro de várias associações nacionais e internacionais ligadas aos Estudos Franceses, aos Estudos Medievais e aos Estudos sobre o Imaginário, é também membro fundador (1997) e membro permanente do Comité de Redação da Revista Sigila. Revue transdiciplinaire franco-portugaise sur le secret. Algumas publicações mais recentes: «Origny ou l’appel du chaos. Fracture symbolique et célébration de la violence dans l’univers épique», Symbolon, 10 («Mythologies de la violence»), 2015; “Contez vous qui savez de nombre… “ Imaginaire marchand et économie du récit au Moyen Âge, Paris, Éditions Honoré Champion, 2014, 363 pgs; «De Constantinopla a Avalon. Fragmentos de uma geografia metatextual», Dedalus – Revista Portuguesa de Literatura Comparada, nº 17-18, vol. II, 2013-2014, pp. 1351-1384; Da Letra ao Imaginário (edição e organização com Helder Godinho, Isabel Barros Dias e Margarida Alpalhão), Lisboa, FCSH | Nova, 2013; «Le chant épique des sirènes. Une poétique de l’hybridation au Moyen Âge», Sigila, 32, Outuno-Inverno 2013, pp. 75-91; «De la taverne à la foire. Une cartographie du mal au Moyen Âge (XIIe-XIIIe siècle), Caítele Echínox («Topographies du Mal II – Les Antiutopies»), vol. 25, 2013, pp. 29-42; «Le corps remembré: enjeux poétiques de la mort dans quelques chansons de gestes (XIIe-XIIIe siècles)», in Jean-François Kosta-Théfaine (dir.), La Mort dans la littérature française du Moyen Âge, COEUVRES-ET-VALSERY, Ed. Ressouvenances, 2013, pp. 13-37; O mercador de palavras ou a rescrito do mundo. Literatura e pensamento económico na Idade Média, Lisboa, Chiado Editora, 2012, 594 pgs. (prefácio de José Mattoso).

 

Carlos Carreto